Publicado em 10/09/2018 por Administrator

Organização, diversidade temática e recorde de público marcam a 54ª edição do Medtrop

Foyer - MedtropUm sucesso absoluto. Esta parece ter sido a opinião unânime dos participantes da 54ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), ocorrido no Recife no período de 02 a 05 de setembro. Com 4.763 inscritos – um recorde de público -, o evento contou com 42 mesas-redondas, 23 palestras, 11 conferências e 3.800 apresentações orais e no formato e-pôster. Com o tema “Doenças transmissíveis, predição e desafios para o enfrentamento de novas e velhas epidemias”, o Congresso reuniu a comunidade tropicalista de 13 países de quatro continentes.

Sinval - MedtropSinval Brandão Filho, presidente da SBMT e diretor da Fiocruz Pernambuco, destacou os aspectos que fizeram da edição pernambucana do congresso um sucesso: “O evento superou todas as expectativas em número de participantes. Esta já é, historicamente, a maior edição nos 56 anos de existência da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. A programação científica foi excelente, abrangendo todos os tópicos relevantes das doenças transmissíveis. Também abordamos outras pautas importantes para a comunidade da medicina tropical como a questão das publicações, a avaliação dos programas de pós-graduações, a questão do saneamento em saúde, etc. Naturalmente, a ênfase maior foi para as arboviroses por conta das epidemias recentes de zika e chikungunya, mas abordamos as grandes endemias - malária, tuberculose - que tiveram reuniões-satélites específicas. Os vetores também foram bastante debatidos com a realização da 7ª edição do Entomol e a reunião da pesquisa aplicada em doenças de Chagas/leishmanioses- que aconteceu em paralelo ao congresso  e apontou os avanços no que se refere a essas duas endemias no país. A participação nos eventos satélites ampliou a participação e possibilitou também a integração dos grupos, onde colegas no mesmo evento se encontram para discutir, além das suas expertises, parcerias em outras áreas e projetos de colaboração. Esse é um ponto importante, na nossa visão, porque o congresso conseguiu reunir muitos pesquisadores do Brasil e do exterior, não só pela grade do Medtrop, mas também por esses eventos satélites”. 

Boa parte dos pesquisadores da Fiocruz Pernambuco, tanto da área de Biociências e Biotecnologia, como da área da Saúde Pública, prestigiaram o evento na condição de coordenadores de mesa, palestrantes ou como debatedores. Todos bastante satisfeitos com o resultado. “Achei o congresso super bem organizado. Um congresso enorme, de grande porte mas a logística funcionou muito bem.  Mas o que me chamou mais a atenção foi a diversidade de temas importantes para a Saúde Pública no Brasil. Houve discussões sobre doenças virais, bacterianas, parasitárias, a parte da entomologia e de vários aspectos dessas doenças: desenvolvimento de vacinas, diagnóstico, controles, pesquisas básicas, pesquisas aplicadas. Outro bom aspecto foi o grande número de palestras simultâneas, assim os participantes puderam escolher quais palestras preferiam frequentar. Por fim, eu ainda destacaria a interação com os palestrantes, gente da academia, da indústria, dos serviços. Enfim, um congresso bastante interessante”, destacou Lindomar Pena, pesquisador do departamento de Virologia e Terapia experimental, da Fiocruz Pernambuco. 

Maria Helena - EntomolIntegrante da Comissão Científica do Medtrop e também pesquisadora da Fiocruz PE Maria Helena Neves se dedicou à organização de uma das reuniões-satélites, o Workshop Entomol 7- Sove Brazil. Segundo ela, o tema vetores recebeu a dimensão, o espaço e a importância devida. “É comum, nos espaços científicos a discussão sobre o parasita, os patógenos nos pacientes e tal, mas a atenção dada aos vetores sempre foi tímida. Dessa vez, a organização do evento reconheceu e deu todas as condições para realizarmos um grande encontro sobre os vetores. Tivemos uma grade científica diversificada, pesquisadores de grande relevância e sessões bastante concorridas”, pontuou. Outro aspecto que chamou a atenção no Entomol foi a grande participação de pesquisadores estrangeiros, o que, na opinião de Maria Helena, demonstra o interesse mundial da comunidade científica no tema. 

premio jovem cientista - Ana Beatriz Giles intranetJovem Pesquisador - Alunas da Fiocruz Pernambuco obtiveram destaque nas três categorias do prêmio Jovem Pesquisador, entregue durante o Medtrop 2018. A bolsista de iniciação científica Ana Beatriz Giles ficou em primeiro lugar na categoria Graduação, com o trabalho Caracterização de imunocomplexos mediadores de neutralização ou imunoamplificação da infecção pelo Zika vírus in vitro. Orientado pela pesquisadora Cynthia Braga, esse estudo já havia se classificado em segundo lugar na Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) da Fiocruz PE este ano.

Na categoria Mestrado, a aluna Amanda Tavares Xavier ficou em segundo lugar, com o trabalho Inquérito epidemiológico com escolares de quatro municípios com situação indeterminada para filariose linfática na Região Metropolitana do Recife – PE. O trabalho de Amanda, que é aluna do Mestrado em Ciência da Saúde da Universidade de Pernambuco, com vínculo no IAM, foi orientado pela pesquisadora Zulma Medeiros.

Por fim, Rayana Carla Silva de Morais conquistou o terceiro lugar na categoria Doutorado, com Utilização de imprint de lesão em papel de filtro no diagnóstico da leishmanose tegumentar através da qPCR DUPLEX-ITS. A pesquisa, desenvolvida na pós-graduação em Biociências e Biotecnologia em Saúde, foi orientada pela pesquisadora Milena Paiva.

Zulma Medeiros - que além de ter a aluna premiada, também integrou a Comissão Científica do Medtrop – destacou exatamente a excelência das apresentações orais e das discussões que as mesmas geravam. “Alunos de mestrado e doutorado tiveram a oportunidade de discutir com pesquisadores de ponta que assistiram as suas apresentações, gerando assim uma rica troca de conhecimento e chance de colaboração em trabalhos futuros”, afirmou.

O próximo Congresso da Sociedade de Medicina Tropical, em 2019, já tem local definido, será em Belo Horizonte (MG). A novidade é que ele ocorrerá simultaneamente com o XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia (Sociedade Brasileira de Parasitologia) e com a reunião de pesquisa aplicada ChagasLeish 2019. 

O Congresso MedTrop teve o apoio da Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Fiocruz, Renezika, Universidade de Pernambuco e instituições de fomento à pesquisa. Participaram como expositores Associação de Chagas/IC – PE, Instituto Trata Brasil, Médicos Sem Fronteiras, Prefeitura do Recife, Sociedade Real de Medicina Tropical e Higiene (RSTMH), entre outras instituições internacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comemoração dos 68 anos do IAM

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